A proteção de dados corporativos é vital por causa do crescimento dos ciberataques, como o ocorrido em maio e junho de 2017, quando uma onda de incidentes com rasomwares chegou a atingir pelo menos 150 países.

Para se proteger deles, e dos prejuízos causados, é preciso adotar sistemas de segurança eficientes. Entre eles, temos os diferentes tipos de firewall, que funcionam como uma das primeiras barreiras contra invasões vindas de redes externas.

Quer saber que tipos de firewall são esses e como eles podem ajudar na segurança da sua empresa? Acompanhe nosso post e descubra!

O que é um firewall?

Firewall, traduzido literalmente como “parede de fogo”, consiste num sistema de segurança voltado para software/hardware. Ele analisa o tráfego de rede e tem como parâmetros regras predefinidas, visando identificar quais operações de recepção/transmissão de dados podem ser realizadas.

Resumindo: ele bloqueia tráfego de dados indesejados e suspeitos, permitindo acessos a conteúdos considerados seguros.

Quais os principais tipos de firewall?

 

Proxy Services

Proxy Services, ou Firewall de Aplicação, é um tipo que age intermediando uma rede interna, ou equipamento, com outra rede externa, geralmente a web. Ele regula um grande número de informações, motivo pelo qual normalmente é instalado em dispositivos mais potentes.

Esse tipo não possibilita a comunicação direta entre origem e destino, de modo que toda a troca de informações passa por ele. Isso permite que se estabeleçam regras de bloqueios ou impedimentos em relação a determinados endereços.

Entre suas atividades, destacam-se o armazenamento de dados muito usados em cache e a liberação de funcionalidades específicas somente por meio de autenticação do usuário.

 

Packet Filtering

Packet Filtering, ou Filtragem de Pacotes, é um tipo de firewall mais simples. Ele funciona analisando uma série de regras estabelecidas pelo desenvolvedor para liberar o tráfego de dados. Se as informações recebidas ou enviadas combinam com as instruções, o usuário e o fluxo são autorizados.

A filtragem de pacotes pode ocorrer de forma estática, com os dados sendo avaliados com base nas regras, sem se observar a ligação que os pacotes possuem entre si. A filtragem também pode ser de forma dinâmica, em que é possível o estabelecimento de regras que se adaptem à situação.

 

Stateful Inspection

Um firewall Stateful Inspection, ou Inspeção de Estados, realiza uma espécie de comparação entre o que se espera que ocorra num tráfego de informações e o que realmente está ocorrendo.

Ele avalia todo o tráfego de dados procurando por padrões permitidos ou aceitáveis com base em suas regras. Esses serão, em primeira instância, usados para manter a comunicação. Após isso, essas informações serão guardadas e utilizadas novamente como parâmetro para o tráfego seguinte.

Como esses tipos de firewall precisam ser avaliados além do básico?

Embora os firewall sejam soluções de segurança com bons níveis de proteção, é importante pensá-los além do básico, visando aumentar a segurança. Para isso, veja alguns pontos a avaliar:

 

Considere as permissões dadas aos usuários

É fundamental estabelecer níveis de permissões para os colaboradores da empresa, estipulando quais usuários possuirão acesso amplo e quais terão limitações.

 

Avalie possíveis automações de segurança

Há firewalls que trazem recursos de automação de segurança, como o NGFW focado em ameaças. Ele permite a identificação de quais recursos têm um risco maior, graças a um reconhecimento total de contexto. Também reage de modo rápido a ataques com automação de segurança inteligente, a qual estipula políticas e fortalece as defesas de maneira dinâmica.

 

Esteja atento a novos riscos

É importante adotar uma solução que seja atualizada periodicamente pelo desenvolvedor, com base em previsões de segurança modernas, de modo que esteja apta a proteger os sistemas contra novos riscos.

 

Observe as limitações desse tipo de proteção

Os firewalls são importantes para a proteção dos dados, mas eles também possuem limitações. Por exemplo, podem não conseguir identificar ações maliciosas que ocorram por descuidos dos usuários, como cliques em links suspeitos em e-mails.

Cibercriminosos podem encontrar brechas num firewall utilizado, passando a contaminar a rede por meio deles. Nesse ponto, vale ressaltar a importância de se contar com uma solução atualizada constantemente para se evitar tal falha e utilizá-la em conjunto com um antivírus e antimalware.

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