Três coisas que você precisa saber sobre Phishing

Três coisas que você precisa saber sobre Phishing

O phishing ainda é uma ameaça real e tem evoluído de formas perigosas, como para spear phishing e whaling. Antigamente, ele era visto principalmente como um problema do consumidor, mas os ataques de hoje em dia apresentam impacto financeiro e reputacional direto nos negócios. Geralmente, os ataques direcionados são iniciados por meio de campanhas de phishing sofisticadas para obter acesso a credenciais ou para distribuir payloads, como o ransomware. Muitas vezes, as organizações ignoram ou subestimam o phishing ao acreditar que seus filtros de spam por si só podem detectá-lo ou que seus funcionários podem facilmente relatá-lo. Nada disso é verdade. Este artigo analisa os desafios enfrentados por uma organização para estar à frente do phishing.

Para combater o phishing de forma eficiente, há três coisas que devem ser entendidas: o phisher, o phish e os fatos.

O phisher: o alter ego maldoso e superior do spammer

Muitas organizações tratam os phishers como “apenas outro spammer” e, em determinados aspectos, os e-mails de phishing se parecem e funcionam como spam. Eles chegam de forma não solicitada e tendem a requisitar algo do destinatário, como uma compra, uma ação ou a inserção de informações. Mas a semelhança acaba aí.

Enquanto os spammers enviam lixos eletrônicos que normalmente são spams evidentes, os phishers se escondem por trás de um amigo ou parceiro de confiança. Enquanto o spammer busca atenção, o phisher a evita ao se mascarar como fonte confiável e usar seu sistema de e-mail corporativo e seus funcionários contra você.

Ao mesmo tempo que nem o spammer nem o phisher são bemvindos no seu sistema de e-mail corporativo, o phisher é de longe muito mais ameaçador. Um pouco de spam é irritante, mas é aceitável. Por outro lado, o phishing é totalmente inaceitável. Um único caso bem-sucedido de e-mail phishing direcionado à sua organização pode expor sua rede corporativa, seus dados corporativos, funcionários e clientes à imaginação malintencionada e criminosa de todos os hackers e criminosos na Web. Mesmo que seja realizado o patch do problema quase que imediatamente, pode haver tempo suficiente para que o phisher ou (ainda mais provável) seus associados mal-intencionados ativem um ataque de ransomware ou coletem todo um banco de dados de números de cartões de crédito de clientes, o que acabará com a sua reputação.

O phish: phishing, atualizações falsas e fraude em cobranças

Os três tipos mais comuns de e-mails fraudulentos são phishing, atualizações falsas e fraude em cobranças.

Phishing
O phishing tenta fisgar vítimas indefesas aproveitando-se de sua confiança em marcas reconhecidas e fontes confiáveis. Como seus equivalentes em relação ao consumidor, os e-mails de phishing empresariais também aparentam vir de fontes confiáveis, como o gerenciamento da empresa, seu departamento de TI ou um parceiro de negócios. Eles informam ao destinatário que são necessárias informações atualizadas imediatamente para manter uma conta aberta ou um acesso à rede. Geralmente, eles incluem um link para um site falso ou “enganoso”. Basta que o funcionário siga as instruções para fornecer involuntariamente dados financeiros confidenciais ou informações de acesso à rede ao phisher. Com sua rede corporativa comprometida, sua única será revogar e reemitir todos os IDs de segurança, verificar todos os dispositivos quanto a softwares mal-intencionados e rastrear todas as atividades da conta à procura de indícios de atividades não autorizadas.

Atualizações falsas
Outra forma de ataque por e-mail são as atualizações falsas. Entre os tipos mais comuns de atualizações falsas está a atualização de software. Esse é um e-mail fraudulento que informa aos funcionários sobre a disponibilidade de novas versões do software e os direciona a sites falsos. Lá, eles são solicitados a verificar informações da conta a fim de receber a atualização e então fazer o download do código malintencionado involuntariamente. Uma vez feito o download do código malintencionado, ele poderá atacar de diversas formas. Ele pode desviar dos protocolos de segurança para obter informações empresariais, danificar discos rígidos e deixá-los irrecuperáveis, roubar endereços de e-mail para o envio de e-mails em massa com mensagens mal-intencionadas ou infectar outros usuários por meio de sessões de chat. Para que um funcionário detecte uma atualização falsa, é essencial que haja uma política claramente definida e divulgada sobre “como o sistema é atualizado”, de forma que ele nem mesmo confie em e-mails de atualização falsa.

Fraude de cobrança
Os e-mails de cobrança fraudulenta aproveitam o fato de que nenhum processo ou pessoa é perfeita. Todos os dias nos departamentos de contabilidade de todo o mundo, as equipes de contabilidade processam bilhões de dólares em pagamentos de negócios legítimos. Quando uma conta torna-se inadimplente, às vezes um fornecedor envia um aviso por e-mail, que solicita que algum funcionário da contabilidade processe determinado pagamento conforme orientado. Às vezes, para acelerar o pagamento, a equipe de contabilidade pode usar um cartão de crédito corporativo para pagar a fatura online. Ao imitar perfeitamente a aparência de um parceiro ou fornecedor de confiança, os phishers usam e-mails de cobrança fraudulentos para obter informações de cartões de crédito, pagamentos ilegais ou ambos. Em casos extremos, os phishers alteram seus processos para o faturamento eletrônico ao redirecionar todos os pagamentos ao phisher, e não a um determinado fornecedor.

Os fatos: as soluções antispam e antivírus sozinhas não interromperão o phishing

As empresas estão plenamente cientes de que as ameaças por e-mail, como spam e vírus, podem diminuir a produtividade, aumentar o risco e fazer disparar os custos com TI. Assim, elas investiram milhões de dólares em proteções antispam e antivírus.

1. Mito: a melhor maneira de evitar o phishing é interromper os e-mails de phishing, da mesma forma como você interrompe os spams, com seu filtro de spam.
Fato: os e-mails de phishing são criados especificamente para imitar e-mails legítimos. Eles são e-mails bem escritos e direcionados aos negócios, enviados de uma fonte aparentemente confiável, exatamente o que os filtros antispam devem permitir na sua organização. Alguns e-mails de phishing enganam tão bem que constantemente passam pelos filtros de spam. Mesmo que seja tentador equiparar os dois, phishing não é spam. O phishing requer análise, identificação e abordagem específicas para que não apresente um impacto negativo à sua organização.

2. Mito: usar um serviço de bloqueio de URL bloqueará os e-mails de phishing.
Fato: um serviço de bloqueio de URL é uma lista de sites de phishing conhecidos. Os links em um e-mail são testados em relação a essa lista e, se houver uma correspondência, o e-mail será considerado um e-mail de phishing. Esse método é bom, mas é lento. Os phishers podem iniciar ataques e coletar as informações desejadas em apenas algumas horas, geralmente antes que a URL seja relatada, verificada e listada na lista de bloqueio de URL. É necessária uma análise do conteúdo para ajudar na identificação de um e-mail de phishing em potencial.

Os filtros de spam são treinados para encontrar spam, ou seja, e-mails que pareçam inadequados. É necessário um filtro de phishing que procure por e-mails que aparentem ser adequados, mas que possuam algumas armadilhas sutis, como encobrimento de URL ou remetente falso.

3. Mito: se a tecnologia de detecção de phishing falhar, os funcionários poderão reconhecer os e-mails de phishing.
Fato: não é possível contar com as habilidades dos seus funcionários em distinguir conteúdo legítimo de imitações perfeitas de phishing. De acordo com um relatório, 30% dos e-mails de phishing são abertos e 12% dos anexos são clicados 1.

Conclusão

O phishing não é uma novidade e as empresas lutam contra ele desde o início do e-commerce. Mas assim como as práticas dos negócios evoluem para acompanhar a tecnologia emergente, os phishers também se adaptam às novas oportunidades oferecidas pela tecnologia, como ataques de ransomware. Entretanto, ao entender o phishing como um tipo mais sofisticado e distinto de ameaça por e-mail e ao buscar soluções projetadas especificamente para interromper o e-mail de phishing, você poderá se proteger e proteger a sua organização.

Quer saber mais sobre as melhores práticas para interromper ataques de phishing? Fale com os especialistas Portnet!

Fonte: © 2017 SonicWall Inc.

 

 

Por que ameaças avançadas requerem uma segurança de e-mail avançada?

Por que ameaças avançadas requerem uma segurança de e-mail avançada?

No mundo hiperconectado de hoje, as comunicações baseadas em e-mail não são apenas comuns, elas se tornaram uma peça fundamental para efetivamente conduzir negócios, com o volume total de e-mails enviados por dia projetados para aumentar em pelo menos 5% a cada ano. Dada a natureza universal das comunicações por e-mail, eles são e continuarão a ser um vetor popular para uma variedade de ameaças.

O uso do e-mail continua a crescer

Independentemente da proliferação de texto e mídia social, a comunicação por e-mail ainda cresce com força. De acordo com um estudo recente conduzido pelo Radicati Group, o volume total de e-mails enviados e recebidos no mundo atingiu 205 bilhões por dia, com este volume projetado para aumentar em pelo menos 5% a cada ano. E esse fato não é desconhecido para os hackers que estão constantemente buscando oportunidades para explorar as organizações.

Ameaças por email que as organizações enfrentam hoje em dia

Os e-mails oferecem aos hackers um veículo para distribuir uma série de vulnerabilidades para uma organização. Algumas das ameaças mais comuns, oriundas dos e-mails, são:

• Malware – e-mails são um dos principais mecanismos de fornecimento para distribuir malwares conhecidos e desconhecidos, que normalmente são incorporados em anexos de e-mail na esperança de que o anexo seja aberto ou baixado em um computador ou rede, permitindo que os hackers obtenham acesso aos recursos, roubem dado ou invadam sistemas.

• Ransomware – uma variante especialmente prejudicial de malware é o ransomware. Assim que um anexo de um e-mail é ativado, o código se integra na rede e o ransomware geralmente criptografa ou bloqueia arquivos e sistemas críticos. Os hackers então coagem a organização a pagar uma taxa de extorsão para que os arquivos ou sistemas não sejam  ou desbloqueados.

• Phishing – esta tática comum entre os hackers utiliza e-mails com links integrados para invadir sites. Quando os usuários inocentes visitam esses sites, eles recebem a solicitação para inserir PII (Personably Identifiable Information, ou Informações Pessoais Identificáveis) que, por sua vez, são usadas para roubar identidades, comprometer dados corporativos ou acessar outros sistemas críticos.

• Spear Phishing/Whaling – nesta modalidade de phishing, os principais profissionais de TI/rede ou os executivos da empresa são afetados ao utilizarem e-mails maliciosos que parecem vir de uma fonte confiável, em esforços para obter acesso aos sistemas e dados internos.

• Comprometimento de e-mail corporativo/Fraude de CEO/E-mail impostor – nos últimos dois anos, os esquemas de Comprometimento de e-mail empresarial (BEC) causaram pelo menos US$ 3,1 bilhões em perdas totais a aproximadamente 22.000 empresas em todo o mundo, de acordo com os dados mais recentes do FBI1. O FBI define o Comprometimento de e-mail corporativo como um esquema de e-mail sofisticado que visa as empresas que trabalham com parceiros estrangeiros que realizam regularmente pagamentos de transferência bancária.

• Spam – os e-mails são usados para distribuir spam ou mensagens não solicitadas, que podem obstruir caixas de entrada e recursos de rede, diminuir a produtividade das empresas e aumentar os custos operacionais.

• Sequestro de e-mails enviados – as corporações também estão sujeitas a políticas corporativas e regulamentações governamentais, que mantêm as empresas responsáveis por seus e-mails de saída e assegurando que protejam a PII de seus clientes. Os ataques de zumbis e sequestro de IP podem disseminar a PII de clientes, arruinando a reputação de um negócio.

A anatomia de um ataque por e-mail:

• Um CFO recebe um e-mail de um Diretor Executivo autorizando uma transferência emergencial de fundos.
Mas, na verdade, o e-mail foi enviado por um cibercriminoso;

• Um funcionário com direitos administrativos aos principais sistemas recebe um e-mail urgente da
equipe de TI para atualizar sua senha de rede. E acaba por divulgar a sua senha para cibercriminosos:

• Um funcionário recebe um e-mail para ler um anexo importante sobre seu fornecedor de benefícios. Ao abrir
o anexo, o malware de Trojan escondido é inadvertidamente ativado.

As comunicações por e-mail são essenciais para as organizações de hoje, algo de que os hackers estão conscientes. Dadas as ameaças complexas e maduras de hoje, é plausível que as organizações implantem uma solução de segurança multicamadas que inclua a proteção de e-mail dedicada e de ponta. Para combater com eficácia as ameaças emergentes de hoje, as organizações são devidamente aconselhadas a implementar uma solução de gerenciamento de segurança de e-mail de próxima geração que forneça uma proteção de e-mail fundamental.

Para saber mais sobre as formas de proteger os e-mails de sua organização, fale com os especialistas Portnet!

Fonte: © 2017 SonicWall Inc.

 

O que é filtro de URL? Veja se o bloqueio de sites vale a pena

O que é filtro de URL? Veja se o bloqueio de sites vale a pena

Você com certeza conhece o filtro URL, mas já parou para pensar em como as suas decisões sobre quais sites bloquear podem afetar toda a empresa?

Para gerir uma lista negra eficiente, é preciso ter bom senso e, ao mesmo tempo, balancear segurança e produtividade. Hoje vamos discutir um pouco mais sobre o que levar em conta para não errar nas suas escolhas:

 

Como funciona o filtro de URL?

O bloqueio de sites por meio de filtros de URL é uma das práticas de segurança mais comuns em empresas, por ser simples e eficiente no que se propõe. A técnica consiste em, basicamente, criar uma lista negra de endereços web que representam algum risco potencial ou atrapalham na produtividade da empresa.

Esse tipo de controle pode ser feito tanto com configurações manuais da TI quanto com o auxílio de ferramentas automatizadas dentro do sistema.

 

O filtro de URL vale a pena?

Em uma resposta curta, claro que vale. Praticamente todas as empresas que lidam com sistemas tecnológicos possuem algum tipo de filtragem de URL implementada.

Mas a questão principal ao avaliar essa pergunta é até quando o filtro contribui com a produtividade e segurança e os prejuízos que são causados ao ultrapassar o limite do bom senso.

A decisão de bloquear cada site deve vir de uma comparação entre os ganhos e as perdas da restrição de acesso. Um controle muito liberal pode tirar o foco da equipe e comprometer o sistema, enquanto um controle muito rígido pode capar o esforço produtivo de todos os funcionários.

O ideal é que haja a participação de vários departamentos nessa decisão e que ela seja acompanhada pela elaboração de termos de uso, para que todos usuários estejam cientes da importância dessa limitação e otimizem a sua própria estação de trabalho em acordo com as normas.

 

O que considerar quando aplicar filtros de URL?

Sempre que o gerente de TI criar uma lista de URLs filtradas, ele precisa levar em conta uma série de aspectos do cotidiano de uma empresa e, como dissemos, usar o bom senso para decidir a melhor forma de atacar cada decisão. Veja quais são os principais aspectos:

Segurança

Com certeza, a segurança deve ser o primeiro item na sua lista de checagem para definir o bloqueio ou não de um site. Se houver qualquer suspeita de ambiente inseguro ou a possibilidade de phishing, é melhor ouvir a reclamação de alguns funcionários do que botar todo o sistema em risco.

Consumo de banda

Mesmo que assistir vídeos durante o expediente não seja um problema, por exemplo, é interessante cogitar sites de entretenimento para sua lista de URLs filtradas. O consumo de mídia é um dos maiores devoradores de banda que existem e, no caso de um pico de uso, o sistema pode ficar instável ou até cair, gerando perda de produção e tempo com manutenção.

Armazenamento e compartilhamento de arquivos

Muitas pessoas atualmente usam portais e sites com serviços de nuvem para criar, armazenar e compartilhar seus arquivos pessoais. A liberação ou não desses endereços deve ser muito bem estudada, já que, apesar de aumentar a produtividade em alguns casos, esse tipo de serviço pode ser uma porta de entrada para ameaças não previstas.

Produtividade

Falando em produtividade, essa deve ser sempre a busca final de um gerente de TI ao lado da segurança. A decisão de bloquear ou liberar uma URL deve sempre estar em uma balança bem sensível: de um lado, o quanto determinado site ajuda no bem estar e na motivação dos funcionários; de outro, o seu impacto na produção quando somado ao longo dos dias.

Afinal, o filtro de URL é apenas uma das armas que um bom profissional de TI tem em mãos para garantir uma empresa mais segura e eficiente. Se é esse poder que você procura, então continue a se inteirar do assunto neste artigo sobre como garantir a segurança em um ambiente BYOD.