4 dicas para calcular o custo da migração para a nuvem

4 dicas para calcular o custo da migração para a nuvem

Há uma série de fatores a considerar quando você está contemplando um movimento para a nuvem, mas o custo certamente está no topo da lista. É comum ouvirmos que a a nuvem torna o CAPEX em despesas operacionais flexíveis (OPEX). Mas sua empresa pode não querer isso. Há empresas que preferem o modelo de operação com custos fixos, por força de questões fiscais.

Fazer comparações diretas entre custos de TI internos e investimentos em cloud computing é uma tarefa extremamente complicada. Um dos maiores erros, por exemplo, acontece quando tenta-se comparar um servidor de nuvem com uma máquina física. Além disso, a migração pode exigir  que as empresas reescrevam aplicações para operar em um ambiente virtualizado e reformatem os dados para atender ao formato SaaS. E esse custo também deve ser considerado.

No fundo, o cálculo do custo da migração é mais difícil do que parece. Veja como fazê-lo direito:

1. Faça uma auditoria de seus custos atuais com a infraestrutura de TI

Uma compreensão completa da escala de suas operações atuais é imperativa, e uma auditoria de infraestrutura é a primeira coisa que você deve fazer. A auditoria revelará o que você está pagando atualmente para executar os processos de TI. Essa linha de base ajudará a detalhar o custo potencial dos recursos da nuvem que você consumirá.

Você deve ter uma abordagem holística e considerar o custo total de usar e manter o seu investimento em TI on premise ao longo do tempo (fala-se em um horizonte de, no mínimo, dois anos), e não apenas o que você paga pela infraestrutura. Este cálculo incluirá custos diretos e indiretos.

* Custos diretos. Os custos diretos são relativamente fáceis de calcular, pois atingem diretamente o seu balanço. O primeiro inventário de custos diretos inclui o hardware e o software. Quanto você paga (ou pagou) por seus servidores físicos, licenças de software, contratos de manutenção, garantias, suprimentos, material, peças sobressalentes e qualquer outra coisa? Todos esses custos devem ser totalmente documentados, e você pode acessá-los pela faturas que o seu departamento de contabilidade deve ter, ordens de compra e registros de pagamento.

Enquanto você estiver no modo de coleta de dados, você também deve descobrir a quantidade de largura de banda e capacidade de armazenamento que você consome. Além disso, será importante identificar os detalhes de sua infraestrutura, como o número de servidores que você usa, os tipos de bancos de dados que você usa e a capacidade de armazenamento. Você usará essas informações ao calcular seus custos estimados de infraestrutura em nuvem nas próximas etapas.

O segundo tipo de custos diretos são os custos operacionais. Estes podem incluir:

– Custo de trabalho para manutenção de seus servidores, bancos de dados e outras tecnologias;
– Custo para manter as instalações que abrigam hardware, como imóveis, pessoal e outros custos relacionados;
– Custo da conectividade com a Internet;
– Quaisquer outros custos que possam ser atribuídos ao cuidados com os seus sistemas.

Finalmente, você deve incluir os custos administrativos necessários para manter seu departamento de TI. Estes podem incluir os recursos de outros departamentos em sua organização – Recursos Humanos, Compras, Finanças, para citar alguns – dedicados ao gerenciamento de sua equipe de TI interna e externa.

Você pode considerar esses custos como periféricos, pois eles podem não atingir o balanço do departamento de TI diretamente. Mas a contratação, treinamento e gerenciamento de funcionários de TI e consultores externos pode sair caro, e outros departamentos podem estar dedicando muitos recursos para isso. Assim, esses custos devem ser considerados no âmbito da migração para a nuvem.

Para estimar esses custos administrativos, você pode entrevistar funcionários-chave nesses departamentos e verificar logs de treinamento para chegar ao número total de horas gastas, em seguida, multiplicar este total por uma média de salário/hora.

* Custos indiretos. Os custos indiretos, embora mais difíceis de calcular, são tão importantes quanto os custos diretos. O maior custo indireto é a perda de produtividade sofrida por seus funcionários e clientes se sua infraestrutura de TI ficar indisponível. Para calcular esses custos, você pode analisar os arquivos de log para determinar a freqüência com que seus servidores ficam lentos, sobrecarregados ou fora do ar e por quanto tempo e multiplicar esse tempo por uma taxa horária média. Se você puder estimar a receita perdida devido ao tempo de inatividade, esse custo também deve ser incluído.

A situação de custo indireto de cada empresa será diferente. Os custos indiretos podem ser difíceis de estimar, mas são muito importantes de considerar, pois podem representar uma parcela significativa dos custos globais de TI.

2. Considere os custos estimados para a infraestrutura de nuvem

Depois de determinar os custos atuais, é hora de calcular seus custos potenciais de infraestrutura em nuvem. Sua auditoria deve fornecer uma sólida compreensão da capacidade de rede, armazenamento e banco de dados necessária para executar os aplicativos que você deseja migrar para a nuvem.

Estimar o cloud pricing costumava ser extremamente complicado, mas  os provedores de infraestrutura em nuvem simplificaram suas estruturas de preços para que os clientes potenciais possam compreendê-los mais facilmente. Existem muitas calculadoras de custos em nuvem disponíveis para dar uma ideia dos custos de infraestrutura em nuvem, independentemente de você já ter ou não selecionado um provedor de nuvem . Aqui está um exemplo: Calculadora de preços do Microsoft Azure

3. Estime os custos de execução na migração para a nuvem

O próximo passo é contabilizar os custos envolvidos na execução da migração de suas operações de TI para a nuvem. O escopo de sua atual infraestrutura de TI e quanto planeja mudar para a nuvem determinará o custo do processo de migração.

Aqui estão os componentes a serem considerados:

* Mover dados para a nuvem. Mover dados para a nuvem é uma das etapas mais importantes de qualquer migração. Os provedores de nuvem cobram taxas pela transferência de dados para seus sistemas, portanto esses custos de rede devem ser contabilizados.

* Integração e teste de aplicativos. Infelizmente, algumas aplicações simplesmente não estão prontas para a nuvem. Quer se trate de grandes sistemas de ERP com funcionalidades e funcionalidades que dependem de servidores on -premise ou de software herdado que existe há anos, o custo de integrar e testar estas aplicações depois de as transportar para a nuvem deve ser levado em conta.

A primeira coisa que você deve fazer é compreender como essas plataformas interagem com seus sistemas operacionais e infraestrutura atuais. Em seguida, você deve determinar as alterações que você precisará fazer para que esses sistemas funcionem bem em seu novo ambiente em nuvem. Então é hora de fazer essas alterações e testar os aplicativos.

* Gastos com consultoria. Uma compreensão completa dos pontos fortes e fracos da sua empresa em relação à computação em nuvem e à migração determinará se você precisa da ajuda de especialistas em nuvem. Então você pode estimar os custos do tempo desses especialistas com base no nível de assistência que você precisa.

4. Estime os custos adicionais pós-migração

O que você terá que pagar depois que a migração para a nuvem estiver concluída? Você terá que pagar os custos de infraestrutura mensal. Mas você também deve levar em conta os custos diretos e indiretos necessários para manter e melhorar seu novo ambiente em nuvem e muitos deles continuarão a ser pagos após a conclusão da migração inicial. Custos como integração contínua e testes de aplicativos, treinamento, trabalho, segurança e conformidade, administração e outros precisam ser previstos para determinar um orçamento pós-migração preciso.

Considere custos versus benefícios tangíveis e intangíveis
Depois de calcular todos os custos, você pode chegar a um número bem grande. No entanto, é provável que o número seja menor do que todos os custos que você tem atualmente para manter a infraestrutura local. Economia de custos é uma grande razão pela qual você gostaria de migrar para a nuvem, em primeiro lugar, não é?

Mas além de economizar custos, considere que a nuvem também traz uma série de benefícios intangíveis que podem ser difíceis de mensurar diretamente. Permitirá que sua organização seja mais flexível e ágil para que você possa testar e lançar produtos de forma mais rápida e reagir melhor  às mudanças nas condições do mercado.

Determinar o custo e os benefícios da nuvem requer uma abordagem estratégica holística, por isso é importante compreender e explicar todos os fatores diretos e indiretos que entram em uma migração para a nuvem.  Fale com os nossos especialistas! Somos Gold em todas as competências de nuvem da Microsoft.

Fonte: http://cio.com.br

 

 

Como calcular o valor da migração para a nuvem?

Como calcular o valor da migração para a nuvem?

A revolução trazida pela computação em nuvem oferece muitos benefícios para as corporações. Apesar disso, fica sempre o questionamento a respeito do custo-benefício dessa migração: o retorno sobre o investimento (Return on Investment – ROI) em Tecnologia da Informação (TI).

Os custos de migração para a nuvem têm relação direta com a quantidade de recursos que a empresa usa, já que ela paga apenas pelo que consome. Ou seja, variam de acordo com os processos de negócios de cada empresa.

Veja, a seguir, como esse cálculo pode ser feito e quais erros devem ser evitados nesse processo. Boa leitura!

 

Como medir o ROI

O primeiro passo para avaliar o ROI da computação em nuvem é compreender verdadeiramente os benefícios trazidos ao negócio por ela. Isso exige uma análise dinâmica e detalhada para entender quais necessidades a nuvem atende e quanto custa adotá-la, já que a ideia é que o custo-benefício seja positivo.

Uma boa opção nesse cenário é criar um score card que demonstre o pré e o pós cloud computing no negócio. Vale considerar:

  • a velocidade de adoção de mudanças;
  • a otimização do custo total de propriedade;
  • o provisionamento do negócio.

O ROI está mais ligado aos aspectos do negócio e não a economias no consumo de servidor. Ou seja, há aumento de lucratividade, melhor controle de custos, redução dos riscos com compliance e melhor exploração da capacidade de infraestrutura, entre outros.

O cálculo do ROI precisa, então, considerar o ganho obtido com o investimento em relação ao investimento inicial, por meio da fórmula:

ROI = ganho obtido – investimento inicial
                      investimento inicial

Assim, se a migração para a nuvem custou R$ 100 mil em dois anos e os ganhos foram de R$ 500 no mesmo período, o ROI é 4. Isso significa que o retorno foi de 4 vezes o investimento inicial.

ROI = R$ 500 mil – R$ 100 mil = 4
R$ 100 mil

 

Erros no cálculo do ROI

Muitas empresas cometem erros na hora de aplicar ferramentas de mensuração adequadas. Veja, a seguir, alguns desses erros para saber como evitá-los.

Definição de metas

Em primeiro lugar, é preciso definir os objetivos da empresa ao adotar a computação em nuvem. Deve-se compreender o valor trazido por ela para o negócio e determinar quais pontos deseja mudar para, em seguida, fazer um levantamento dos cenários anterior e posterior.

Uma boa estratégia é migrar, inicialmente, apenas parte das aplicações. Assim, fica mais fácil fazer um comparativo entre o que permaneceu local e o que foi transferido para a nuvem e ganhar confiança para aumentar o investimento conforme a necessidade.

Resultados em longo prazo

A computação em nuvem traz melhorias rapidamente em disponibilidade, proteção e compartilhamento de dados, mas os ganhos em economia podem requerer mais tempo para aparecer. Uma estrutura local, por exemplo, precisa de atualizações ao longo do tempo (renovação de licenças e manutenção ou reposição de hardware).

Com a nuvem, o custo é apenas operacional — ou seja, mais fácil de ser medido e entendido. Um erro comum no ROI é não considerar que a previsibilidade de custos deve ser contada como ponto a favor da adoção da tecnologia, principalmente em longo prazo.

Melhoria da produtividade

Um dos maiores diferenciais da computação em nuvem são as possibilidades trazidas pela mobilidade — que acaba se tornando uma extensão do ambiente de trabalho. Ou seja, é possível produzir mais, já que a disponibilidade depende exclusivamente de um dispositivo conectado à internet.

Os colaboradores se tornam, assim, mais produtivos e ágeis na execução de tarefas. É importante, ainda, considerar a segurança: um sistema na nuvem, monitorado por especialistas, tem mais capacidade de prever ameaças e minimizar riscos, bem como manter a estabilidade do sistema.

Em resumo, a migração para a nuvem representa a oportunidade de mais negócios, inovação e agilidade. Só é preciso estar preparado para ela e saber que a economia financeira pode demorar um pouco para se concretizar.

Sua empresa já tem um método para calcular o ROI da migração para a nuvem? Assine nossa newsletter e fique sempre bem-informado sobre o tema!