Cloud permitiu ao mercado processar dados e rodar aplicações em escala

Cloud permitiu ao mercado processar dados e rodar aplicações em escala

cloud

Não é só uma tendência, mas uma realidade. A transformação digital é um momento que o mercado está vivenciando; e as empresas estão atentas à inovação e se movimentando neste sentido. Segundo informações do Gartner, as iniciativas digitais vão tomar a liderança na lista de prioridades dos CIOs em 2019, com 33% das empresas nas etapas de escala ou refino da maturidade digital? – um aumento de 17% com relação a 2018.

E foi a computação em nuvem e a conexão em rede que permitiu, pela primeira vez, que os negócios crescessem em velocidade exponencial. “A computação em nuvem e conexão em rede permitiram, pela primeira vez, que a digitalização fizesse com que os negócios evoluíssem em velocidade exponencial, e não mais linear, como nas outras revoluções industriais. Isso é, de fato, transformação digital”, explica o especialista em transformação digital, Andrea Iorio.

Segundo Iorio, o segredo dessa virada de chave está na capacidade de processamentos de dados e aplicações em larga escala. Para o especialista, estes elementos foram o que deram a chance para que os negócios tivessem uma escalabilidade cada vez maior.

Com a sua experiência prévia, como head LatAm do Tinder, que usava computação em nuvem para rodar a aplicação, o uso da nuvem foi essencial para a escalabilidade e processamentos de dados em big data. “Isso foi fundamental porque muito do sucesso do Tinder se deveu à nossa capacidade de processar uma grande quantidade de informações e otimizar o algoritmo do app em tempo real”, explica Iorio.

“Os algoritmos hoje em dia são a base de qualquer negócio digital. São eles que alimentam o big data para fornecer inteligência ao negócio em diversas frentes. E tudo isso só pode ser processado em larga escala com computação em nuvem”, aponta o especialista. “Trata-se de uma oportunidade como nunca se tinha visto antes”, afirma.

Dessa forma, de acordo com o Iorio, a importância da nuvem é fundamental para a transformação digital. Para diversos negócios. Desde as startups que, por sua vez, só podem crescer através de negócios conectados e em nuvem, pois o sucesso dela vem à medida que ela tiver uma grande base de usuários, e isso só subsiste com nuvem; até pequenas e médias empresas que podem se beneficiar da nuvem utilizando aplicações de baixo custo para gerenciar o próprio negócio, automatizar seu marketing etc – sem a necessidade de terem seus próprios servidores.

Já as grandes empresas, para o especialista, precisam estar antenadas a este movimento de forma crucial para a sustentabilidade de seus negócios. “Uma grande indústria pode não dar o devido valor à nuvem pelo fato do seu processo estar automatizado no offline. Porém, quando ela conecta todos os pontos de sua cadeia na nuvem, isso vira ouro. Esses dados alimentam algoritmos e permitem a aplicação de inteligência artificial e novas tecnologias”, explica Iorio.

O especialista aponta que a nuvem nos permite estarmos conectados e que a vantagem de uma empresa estar integrada em toda a sua cadeia de valor fecha um círculo em termos de dados, da correlação entre todos os processos do negócio e de seus momentos de geração de valor – algo que não podia ser feito antes.

Além disso, para ele, as empresas não podem incorrer no erro de olhar para a nuvem ou rede como um fim, mas como um meio de tornar os seus negócios mais rentáveis, sustentáveis e competitivos. “Não é a tecnologia como fim, mas a tecnologia como meio”, define Iorio.

No entanto, é evidente o desafio das empresas em inovar e criar estratégias que fomentem a transformação digital de maneira distintiva. A consultora americana CB Insights realizou uma pesquisa com executivos de grandes corporações; 85% deles afirmam que é importante inovar, porém, 78% deles que admitem que buscam apenas mudanças incrementais ao invés de iniciativas realmente disruptivas.

“Como especialista em transformação digital, executivo e investidor, tenho visto cada vez mais negócios experimentando as diversas potencialidades que a nuvem proporciona, desde o momento de produção, lá na indústria, até a ponta, com o marketing e vendas. E se existe algo que posso afirmar, como tendência, é que a próxima onda que a nuvem proporcionará, por meio do big data e de algoritmos, é a experiência 100% personalizada em larga escala. Como um e-commerce, por exemplo, que poderá oferecer uma experiência de compra completamente única para cada um de seus milhares ou milhões de consumidores. Se isso hoje ainda não é possível, em breve será”, conclui o especialista.

Foto: Shutterstock
Fonte: cio.com.br

 

Dia das Mães: O seu e-commerce está pronto para a data?

Dia das Mães: O seu e-commerce está pronto para a data?

Foi-se o tempo em que os shopping centers e os comércios de rua ficavam completamente lotados às vésperas do Dia das Mães. A data ainda movimenta muito dinheiro em lojas físicas, é claro, mas é cada vez mais nítido o crescimento do comércio eletrônico em épocas de comemorações como essa.

Somente no ano passado, por exemplo, as vendas online no Brasil somaram R$ 2,1 bilhões no Dia das Mães, segundo informações da Ebit, empresa especializada em varejo digital. O número representa um aumento de 12% em relação a 2017, ficando atrás apenas da Black Friday e do Natal em relação ao faturamento por vendas pela internet no ano.

Para os brasileiros, as lojas virtuais já são a segunda maior fonte de compra de presentes para a data, totalizando a preferência de quase um terço da população.

Além disso, para quem também tem um estabelecimento físico, é importante saber que o número de pessoas que faz buscas online antes de visitar as lojas aumenta em 43% na semana da data, de acordo com dados do Google Brasil.

Portanto, o negócio digital está consolidado hoje como uma grande fonte de conversão e referência para decisão de compra. Dessa forma, é essencial garantir que o seu site ofereça a melhor experiência possível aos seus clientes.

Experiência do cliente é a chave

Até 2020, a experiência do consumidor deve superar fatores como preço e produto como o principal diferencial das marcas. É o que indicam os números do relatório Walker 2020 Customers, que mostram que criar uma jornada envolvente para o consumidor é fundamental para a estratégia de negócios de qualquer empresa.

Esse indicativo mostra a importância de se pensar na sua estrutura digital antes de qualquer coisa, ou seja, não adianta oferecer grandes descontos e criar promoções incríveis se ninguém conseguir usar o seu site.

Dados da “Pesquisa Nacional do Varejo Online, E-Commerce Brasil e Sebrae” mostram que 34% dos consumidores online brasileiros abandonam os carrinhos sem finalizar a compra.

Os principais motivos são baixa navegabilidade, usabilidade ruim, exigência de cadastro prévio e experiência mobile ruim, entre outras.

Além disso, uma das principais queixas dos consumidores em datas como o Dia das Mães é em relação à instabilidade nos sites. Com certeza você também já passou por essa situação: viu uma promoção legal, entrou no site, enfrentou problema com lentidão e desistiu da compra.

Para evitar esse tipo de transtorno para o cliente e, consequentemente, a perda de vendas, cada vez mais as empresas têm buscado produtos que reforcem a estrutura de sua loja virtual e consigam lidar diretamente com o aumento de tráfego.

Soluções em nuvem são um exemplo de como a tecnologia pode trabalhar com você para resolver esse tipo de problema. Com a nuvem, é possível suportar uma grande quantidade de visitas em um período específico, com estabilidade e por um preço que cabe no orçamento.

Pense no mobile

Além de deixar o seu portal todo estruturado para receber a maior quantidade de visitas possível e entregar uma boa experiência ao seu público, é importante atentar-se ao fato de que o celular é o principal meio de acesso à internet no Brasil.

Segundo o IBGE, 94% da população conectada usa o dispositivo móvel como principal aparelho de acesso. Além disso, de acordo com a Ebit, a participação do mobile no total de vendas já superior a 50% no Brasil.

Você precisa estar presente onde o seu público estiver. Portanto, é essencial que o site da sua empresa seja planejado para performar tão bem no desktop quanto na versão mobile, seja em funções de rapidez, usabilidade, resolução ou conteúdo.

No final das contas, a transformação digital é o que vai guiar as mudanças de consumo nos próximos anos e, para se destacar da concorrência, é preciso acompanhar e se antecipar a todas essas tendências e mudanças.

Considerar a tecnologia como parte fundamental da estratégia vai fazer a sua empresa se posicionar como um negócio digital, obter melhores resultados, conseguir vantagem competitiva e fidelizar cada vez mais clientes.

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Fonte: Microsoft

 

 

 

 

TI deve crescer 10% em 2019 no Brasil. Saiba onde estarão os investimentos

TI deve crescer 10% em 2019 no Brasil. Saiba onde estarão os investimentos

investimentos TI

O mercado de TI no Brasil deve crescer 10,5% neste ano, na comparação com 2018, segundo previsão da IDC, que prevê um forte impacto positivo sobretudo do segmento de dispositivos. Quando somado ao setor de Telecom, que deve ter retração de 0,3%, o mercado de TIC (Tecnologias da informação e comunicação) brasileiro terá avanço de 4,9%.

“O mercado de TI está otimista. Tanto fabricantes quanto consumidores estão sinalizando uma melhora e estamos projetando esses números com base nisso”, apontou Pietro Delai, gerente de pesquisas da IDC, nesta terça-feira (2/5) durante apresentação dos resultados.

Delai ressalta que os números de 2018 ainda não foram fechados, mas a previsão de crescimento no ano passado era de 2,2% – o que evidencia o cenário positivo do mercado para 2019. “O Brasil está levemente acima da média da América Latina. Em relação ao mundo, o avanço é bem parecido”, afirmou.

A tendência, segundo o estudo da consultoria, é de que as empresas brasileiras avancem para alcançar uma TI flexível, não apenas do ponto de vista de operação, mas também nos custos. “Serviços de TI estão cada vez mais presentes por conta da agilidade e falta de recursos dentro de casa”, adicionou Delai.

Alguns dos principais investimentos estarão em itens como cloud pública, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial. Confira as principais tendências:

Segurança da informação

Luciano Ramos, coordenador de pesquisas de software na IDC, lembrou que, desde 2017, com o ataque em massa WannaCry, o tema segurança da informação virou pauta presente nas organizações. “Sabemos que o WannaCry chegou ao Brasil. Isso mostra que não está só no vizinho e pode acontecer a qualquer momento”, pontuou. “O WannaCry não derrubou a TI, ele derrubou empresas. Isso trouxe grande impacto.”

Com o assunto ganhando relevância, soluções de próxima geração (NextGen) ganharão ainda mais importância, recorrendo a recursos como inteligência artificial e machine learning para combater ataques complexos.

Em 2019, essas soluções de próxima geração atingirão US$ 671 milhões no Brasil, crescimento 2,5 vezes mais rápido do que produtos considerados tradicionais. Ainda, os gastos com Managed Security Services (Serviços Gerenciados de Segurança) ultrapassarão os US$ 548 milhões, acirrando a competição entre provedores “puros” e operadoras de telecomunicações, que estão enxergando oportunidades neste mercado.

Inteligência artificial

A projeção da IDC global para inteligência artificial é de um crescimento anual (CAGR) de 46,2%, chegando a US$ 52 bilhões em 2021. Ainda segundo a consultoria, em 2022, 22% das corporações usarão tecnologias de fala para interação com clientes.

No Brasil, 15,3% das médias e grandes empresas têm AI entre as principais iniciativas e esperam que isto dobre nos próximos quatro anos.

Os principais casos de uso destacados pelos especialistas são agentes automáticos de atendimento, análise e investigação de fraudes, automação de TI, bem como diagnóstico e tratamentos de doenças.

Big data e Analytics

O momento do mercado de big data e Analytics ainda é de crescimento, podendo chegar a US$ 4,2 bilhões em 2019. Mas Ramos pondera que o avanço não tem sido no ritmo que a consultoria vinha estimando nos últimos anos. “Acreditávamos que as empresas teriam potencial para mais”, disse.

Ele comenta que existe uma clara dificuldade de entendimento das tecnologias de gestão de dados. Inclusive, um estudo com 122 empresas de médio e grande portes mostrou que 3/4 dos entrevistados não conheciam in-memory computing ou não têm interesse no tema. “In-memory computing é fator importante para Analytics avançado”, ressaltou.

Ainda, apenas 13,8% das empresas têm como prioridade de negócios expandir sua capacidade de triar proveito de dados para criar ou potencializar novas fontes de receitas. “Nossa expectativa para esse ano, diferentemente de anos anteriores, não é de crescimento de dois dígitos. Mas ainda assim é acima da média do mercado de software e serviços”, explicou Ramos.

Cloud pública

Delai explica que cloud pública é um mercado que demorou para engrenar no Brasil. Prova disso é que somos o sexto maior mercado de TIC no mundo, mas apenas o 14º em uso de cloud pública. “Isso mostra claramente como começamos mais tarde. Mas isso faz com que tenhamos um ritmo insano”, disse.

Esse ritmo insano, como define o especialista, levará o mercado de cloud pública a um crescimento acelerado de 35,5% no Brasil, chegando a US$ 2,3 bilhões. Ainda, a previsão é chegar a US$ 5,8 bilhões até 2022.

“O mercado já enxerga multicloud como caminho, embora os entendimentos de todos os ‘sabores’ de cloud ainda não esteja na ponta da língua dos gestores”, comentou Delai.

Internet das coisas

Mesmo sem direcionamentos em relação ao Plano Nacional de IoT, que ainda não foi aprovado pela Presidência da República, o mercado de internet das coisas (IoT) seguirá avançando de forma exponencial no país.

Delai comenta que, de fato, empresas brasileiras estão fazendo mais do que falando de IoT. “É algo que já está acontecendo e evoluindo. São diversos projetos já realizados”, comentou.

Globalmente, IoT deve reunir US$ 745 bilhões em investimentos em 2019 e, até 2022, chegará a marca de US$ 1 trilhão, alavancando principalmente os setores de Manufatura e Consumo.

No Brasil, 44,7% dos gestores reconhecem ao menos um projeto de IoT implementado, o que mostra que IoT é aqui e agora.

Arquiteturas modernas e DevOps

O estudo aponta que os benefícios da nuvem para o desenvolvimento de soluções de software já são evidentes para as empresas. Contudo, ainda predominam os projetos em arquiteturas tradicionais – mesmo que boa parte desses já rodam em IaaS (Infraestrutura como serviço).

A expectativa é de aceleração de arquiteturas Cloud-Related com maior uso de containers e serverless computing, puxados principalmente pelos provedores de soluções sob medida.

Atualmente, apenas um em cada três soluções (seja um novo desenvolvimento ou uma sustentação) já é pronta para nuvem. É esperado que este patamar avance 40% até o fim deste ano.

O mercado de PaaS (Plataforma como serviço) deve atingir US$ 425 milhões em 2019 no Brasil, crescimento de 35,7% em relação ao último ano.

Dispositivos

O mercado de dispositivos será o grande destaque dos investimentos de TI para este. Segundo a IDC, ele representará 38% de todo investimento em 2019, ou seja, cerca de US$ 24,5 bilhões.

O crescimento não será em unidades, mas sim em valor – sendo alta de 18% nos preços de smartphones e 7% em PCs e tablets. As vendas B2B representam 10% deste mercado.

SD-WAN

Para André Loureiro, gerente de pesquisas da IDC, 2019 será o ano da consolidação da SD-WAN no mercado brasileiro – que ainda apresenta baixa maturidade em termos de adoção.

Neste ano, mais de 40% das grandes organizações utilizarão esta tecnologia em algum de seus sites.

Fonte: computerworld.com.br .  Autor: Guilherme Borini .  Foto: Shutterstock

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10 tendências em Infraestrutura e Operações para 2019, segundo o Gartner

10 tendências em Infraestrutura e Operações para 2019, segundo o Gartner

infraestrutura

O foco dos líderes de I&O está evoluindo muito além dos elementos de tecnologia, como datacenters, colocation e cloud, para abranger mais sobre como as I&O de uma organização podem suportar e possibilitar a estratégia de negócios.

“Há uma evolução dramática da I&O acontecendo agora “, disse Ross Winser , analista sênior do Gartner, durante a Gartner IT Infrastructure, Operations e Cloud Strategies Conference, em Las Vegas . “Não se trata mais de hardware ou software – trata-se de fornecer serviços que atendam às necessidades de negócios. O futuro da infraestrutura está em toda parte e em qualquer lugar, e será orientado pelos negócios por natureza ”.

Mais do que nunca, o departamento de infraestrutura e operações precisa se envolver com o dia a dia das áreas estratégicas das empresas. O foco dos líderes desse setor não é mais entregar apenas engenharia e processos para as operações, mas entregar produtos e serviços que suportem e permitam a estratégia de negócios das organizações, diz Ross Winser, Diretor de Pesquisa Sênior do Gartner, ao comentar as principais tendências que os líderes de infraestrutura e operações (I&O) devem começar a observar em 2019.

“A questão é como podemos usar os recursos como inteligência artificial (IA), automação de rede ou computação de ponta para suportar infraestruturas em rápido crescimento e que precisam atender às necessidades das companhias”, comenta o executivo.

Nesse contexto, o Gartner encoraja os líderes de infraestrutura e operações a se prepararem para as 10 tecnologias e tendências que apoiarão a infraestrutura digital em 2019. São elas:

1. Computação sem servidor

Serverless é um padrão emergente de arquitetura de software que promete eliminar a necessidade local de provisionamento e gerenciamento de infraestrutura. Os líderes de infraestrutura e operações precisam começar a adotar uma abordagem centrada em aplicações para computação sem servidores e com gerenciamento de APIs e SLAs, em vez de seguirem com infraestruturas físicas criadas em suas empresas. “A verdade é que os servidores continuarão a existir, mas os provedores de serviços é que serão os responsáveis por toda a análise e dimensionamento dos recursos envolvidos no ambiente, o que resultará em mais agilidade às organizações”, explica.

Esse tipo de tecnologia não substituirá a aplicação de contêineres ou máquinas virtuais, sendo fundamental saber como usar melhor o conceito sem servidor antes de aplicá-lo. “O desenvolvimento de recursos de suporte e gerenciamento desse tipo deve ser um foco dentro das equipes de infraestrutura e operações, pois mais de 20% das organizações globais implementarão tecnologias de computação sem servidor até 2020. Hoje, menos de 5% das companhias usam esse formato”, afirma Winser.

2. Inteligência Artificial

A IA está crescendo em importância para os líderes de infraestrutura e operações que precisam gerenciar infraestruturas em plena expansão e que, ao mesmo tempo, não podem aumentar sua equipe. Os recursos de inteligência artificial têm o potencial de transformar as organizações e estão no centro dos negócios digitais, cujos impactos já são sentidos pelas companhias. De acordo com a Gartner, os negócios derivados de Inteligência Artificial ​​chegarão a US$ 3,9 trilhões até 2022.

3. Agilidade de rede

A infraestrutura e a capacidade de rede são a base de tudo o que a área de TI faz – soluções em Nuvem, Internet das Coisas (IoT) e serviços de ponta, por exemplo, sendo que continuarão avançando em 2019. “As equipes estão sob constante pressão para garantir a alta disponibilidade de rede. Ainda que a cultura das equipes muitas vezes limite as mudanças, o fato é que a demanda por agilidade na performance dessas operações também aumentou”, diz Winser.

O foco dos líderes de I&O para 2019 e nos próximos anos deve ser o de encontrar formas para ajudar suas equipes a aumentarem o ritmo de trabalho, buscando opções para atender à necessidade por mais agilidade. “Parte dessa resposta é a criação de um ambiente com automação e análise, capaz de lidar com a mudança real das empresas”, explica.

O Gartner avalia que as demandas por melhorias de performance de rede deverão crescer com o advento do 5G, da maturidade das soluções em Nuvem e com a explosão no número de dispositivos de IoT. “Essas são apenas algumas das pressões que os líderes devem antecipar. Então, o período crítico para lidar com este desafio é agora”, diz o analista do Gartner.

4. Fim dos data denters tradicionais

O Gartner prevê que, em 2025, 80% das organizações migrarão seus dados de Data Centers locais para ambientes no formato de colocation, hospedagem ou nuvem, levando-as ao gradual encerramento de seus Data Centers tradicionais.

“Os líderes de I&O devem se preparar para esse movimento, ajustando as cargas de trabalho com base nas necessidades dos negócios e não se limitando a decisões baseadas em localização física. Desde a hospedagem até a Nuvem Pública, existem muitas alternativas para os Data Centers locais. Os líderes devem identificar se existem razões verdadeiramente estratégicas para persistir com necessidades locais, especialmente quando consideram que a quantidade significativa de investimento envolvida é muitas vezes amortizada ao longo de muitos anos”, afirma o analista. As preparações devem começar agora, pois o prazo crítico para isso será de 2021 a 2025.

5. Edge Computing

O avanço de dispositivos de Internet das Coisas e de tecnologias imersivas levarão o processamento de informações ao limite, redefinindo e reformulando o que os líderes de I&O precisarão implantar e gerenciar. A borda, nesse caso, é o local físico onde as coisas e as pessoas se conectarão com o mundo digital em rede – espaço que fará a infraestrutura a chegar cada vez mais ao seu limite. A

Edge Computing faz parte de uma topologia de computação distribuída em que o processamento de informações está localizado próximo à borda, que é onde as coisas e as pessoas produzem ou consomem essas informações. Edge Computing aborda as leis da física, economia e terra, que são fatores que contribuem para como e quando usar borda. “Essa é outra tendência que não substitui a Nuvem, mas a potencializa”, diz Winser. “O prazo crítico para as organizações adotarem essa tendência é entre 2020 e 2023”.

6. Diversidade Digital

A gestão da diversidade digital não é sobre pessoas, mas sim sobre a descoberta e manutenção de ativos que estão “lá fora” em qualquer empresa digital moderna.

“Houve um enorme crescimento na variedade e na quantidade de ‘coisas’ que a área de I&O deve conhecer, apoiar e administrar”, afirma o diretor.

Preparar a área de I&O para esse cenário é vital antes do período crítico, que deverá ser de 2020 a 2025.

7. Novos papéis de I&O

Líderes de infraestrutura e operações consideram que a justificativa principal de seus times se baseia na resolução de complexas relações de custos, atividades e expectativas de qualidade de seus clientes internos.

Porém, o fato é que explicar para os gestores de TI e de negócios qual são os papeis da equipe de I&O para o sucesso dos negócios e dos objetivos estratégicos das organizações é uma grande necessidade das empresas atuais.

“Um grande desafio com serviços baseados em cloud computing é manter os custos sob controle, e a empresa espera que a área de I&O faça exatamente isso. Em vez de se concentrar apenas em engenharia e operações, o planejamento de infraestrutura deveria desenvolver os recursos necessários para intermediar serviços”, diz Winser.

O prazo crítico para esta tendência começa imediatamente, agora em 2019.

8. Software como Serviço (SaaS)

Em 2019, SaaS terá um grande impacto em como as organizações observam as estratégias de entrega de infraestrutura que estão em andamento.

No entanto, a verdade é que a maioria dos líderes de I&O ainda está focada nas ofertas de infraestrutura e plataforma como soluções de serviços.

“O modelo SaaS em si está se tornando complexo em um nível que as áreas de TI ainda não estão preparadas como deveriam. A mudança para SaaS deve ser acompanhada pela equipe de I&O, desde a manutenção da visibilidade do que está em uso até o suporte aos requisitos de conformidade e às necessidades de integração da empresa”, afirma Winser.

A pressão aumentará em 2021 e nos anos seguintes.

9. Gestão de talentos

À medida que as infraestruturas se tornam mais digitais é necessário que as pessoas trabalhem horizontalmente entre essas aplicações para identificar e remediar qualquer tipo de interrupção tecnológica que possam acontecer em seus negócios. A expansão de conjuntos de habilidades de I&O para acomodar operações híbridas é de extrema importância para os próximos anos.

10. Infraestrutura global

Apesar de poucas infraestruturas serem realmente “globais” por natureza, as organizações ainda precisam se preparar para a noção de “infraestrutura em todos os lugares”.

Ao fazer isso, os líderes de I&O devem trabalhar dentro de orçamentos restritos e diante de pressões para redução de custo. Uma maneira de enfrentar esse desafio é escolher sabiamente a rede de parceiros necessária para o sucesso global.

Os líderes de infraestrutura e operações devem olhar com atenção para seus fornecedores e elevar o nível de parceria”, diz Winser. O Gartner recomenda que os líderes analisem se os parceiros podem identificar claramente o valor que precisam geram no contexto da infraestrutura global e se eles estão preparados para potencializar os investimentos feitos por suas companhias. “Não haverá tempo para fornecedores do ‘tipo B’ em 2019 e nos próximos anos. Os líderes de I&O ficar de olho nessa tendência entre 2020 e 2023”.

 

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Fonte: cio.com.br . Foto: Shutterstock

 

 

Computação em nuvem: o que esperar em 2019 e nos anos seguintes

Computação em nuvem: o que esperar em 2019 e nos anos seguintes

Cloud Computing

A Cloud Computing é agora vista em toda a organização como uma oportunidade estratégica. A opinião antiquada de que a nuvem simplesmente reduz os custos foi ofuscada pelos principais benefícios para os negócios, disseram CIOs e especialistas do setor à IDG Connect.

Líderes de tecnologia e de negócios em serviços financeiros, viagens, setor público e provedores de serviços de próxima geração concordam com os analistas David Mitchell Smith, do Gartner, e Paul Miller, da Forrester, que a próxima década de adoção da computação em nuvem será caracterizada pelo aumento no ritmo e na agilidade das empresas no uso da tecnologia através de novos recursos.

No final de 2017, a Forrester descobriu que, globalmente, as organizações estavam usando apenas a nuvem para 50% da provisão de TI. À medida que 2018 se aproxima do fim, Paul Miller, da Forrester, diz que houve um pequeno aumento, que será publicado em um relatório ainda este ano. (A análise da Forrester não incluiu ferramentas SaaS – Software-as-a-Service)

“A nuvem tornou-se dominante e tornou-se parte do tecido, em vez de algo no qual as pessoas apenas prestavam atenção”, diz David Mitchell Smith, analista do Gartner. “Para maximizar o valor dos investimentos na nuvem, os CIOs devem educar seus CEOs e diretores sobre a necessidade de investir no modelo como um estilo de computação que gera maior velocidade, agilidade e inovação”.

“Não há um modelo definido de adoção”, diz o CIO da Polícia Metropolitana Angus McCallum, a maior força policial do Reino Unido. McCallum, que está no cargo desde janeiro de 2016, acrescenta que, como CIO, você não pode prever de onde virão as taxas de adoção. “Às vezes os velhos gostam dos novos métodos e modelos”, diz ele.

Mudando modelos

Um aumento no uso de ferramentas SaaS (Software-as-a-Service, software como serviço) está acelerando a taxa de uso da Cloud Computing nas empresas. A pesquisa da Forrester concentrou-se na nuvem como plataforma, fornecendo à empresa Infraestrutura como serviço (IaaS) e Plataforma como serviço (PaaS). Mas Miller, da Forrester, diz que a ascensão do SaaS e, em particular, implementações iterativas e bem sucedidas, estão contribuído muito para o crescimento geral de adoção da nuvem nas organizações.

“Estamos vendo uma maior profundidade de investimento. Eles passaram pelas devidas fases diligência e dúvidas quanto à segurança e descobriram o que está envolvido no DevOps, no uso de containers e nas habilidades que a organização exige.

“Há um relacionamento interessante de cortesia na mudança para PaaS e IaaS, se você também estiver usando SaaS. Você acessará os dados de duas direções diferentes, por exemplo, usando o Workday RH hospedado na Amazon Web Services (AWS)”, diz Miller. Agora estão olhando para perceber os benefícios de uma maior integração das plataformas de nuvem. “Pode haver uma capacidade de reduzir os custos de transferência de dados.”

Como o SaaS complementa o IaaS e o PaaS, o poder e a flexibilidade da Cloud também permitem que os CIOs explorem a nova onda de tecnologias e seu impacto estratégico nas organizações. Simon Evans, CTO com especialidade em implementação de nuvem, está vendo CIOs em uma ampla variedade de setores adotarem ou planejarem o uso da Edge Computing: “Edge é sinônimo de localização – onde você coloca as coisas para complementar a computação em nuvem”, diz ele. Diz respeito a dispositivos conectados aumentando as oportunidades para as organizações.

Evans diz que a adoção do Edge é devida, em parte, ao entendimento das organizações de que as estratégias precisam ser “cloud first” e, como resultado, a empresa de cloud Amido está vendo as ferramentas nativas da nuvem aumentando em todas as organizações.

O aumento da Edge Computing aumentará os níveis de coleta de dados das organizações. Stuart Birrell, CIO do aeroporto de Heathrow, vê a nuvem como essencial para permitir que o maior e mais movimentado aeroporto do Reino Unido administre os níveis de dados que está criando, mas, mais importante, descubra insights a partir dos dados. Birrell diz que o Heathrow está usando a plataforma de dados do Microsoft Azure como um “hub de dados” para o aeroporto.

“Colocamos vários serviços de negócios e os colocamos no hub de dados do Azure. Em seguida, usamos as ferramentas do Microsoft PowerBI. É preciso muitas etapas para colocar as pessoas em seus voos”, diz ele sobre como o Heathrow está usando seus níveis de dados e ferramentas baseadas em equipamentos para garantir que os passageiros cujos voos estão atrasados ​​sejam remarcadas para novas viagens.

O Heathrow também adotou ferramentas SaaS, como Microsoft Office 365 e Microsoft PowerApps, para permitir que funcionários da linha de frente acessem ferramentas básicas de produtividade onde quer que estejam e, ainda, desenvolver aplicativos usando o repositório de dados para melhorar seus processos de negócios.

Birrell faz o backup das descobertas da Forrester. O CIO do aeroporto tem plataformas consolidadas, o que, segundo ele, significa que o negócio baseado em Londres pode “fazer mais com os dados” que possui: “O que funciona é ter os dados em um único lugar para ajudar a tomar decisões”.

Olhando para a frente

Evans, da Amido, acredita que essa adoção da computação em nuvem, que o Gartner descreve como a “segunda década da nuvem”, verá: “Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning (ML) ganham força.” As duas tecnologias estão obtendo uma grande quantidade de cobertura, debate e publicidade, mas Evans diz que essas tecnologias, assim como a Edge Computing, estão se tornando uma realidade estratégica para os CIOs. As organizações que precisam entender os dados estruturados e não estruturados para ajudar na tomada de decisões e na análise de tendências estão usando o SO e o ML que os serviços em nuvem oferecem para iniciar a adoção da IA e do ML.

Evans prevê que “2019 continuará a ver esta tendência expandir-se, com as empresas mainstream construindo soluções IA como parte de suas estratégias digitais. A maior aceitação será quando as empresas que estão usando IA tirarem mais tarefas domésticas de seres humanos e aplicarem um nível de inteligência ainda não tão alto aos processos de negócios”.

Evans também está vendo as organizações amadurecerem no uso da nuvem, passando de um “provedor de serviços de nuvem” com serviços SaaS adicionais para “muitos ambientes híbridos e multi-cloud onde os clientes usam várias nuvens primárias dos grandes fornecedores: AWS, Google Cloud ou Microsoft Azure.”

Evans acredita que o benefício dessa diversidade é que ela é “mais fácil de fazer, graças a microsserviços, ferramentas de containers e provedores de serviços em nuvem abraçando a padronização. Em parte porque as pessoas estão percebendo que não querem ficar presas a um mesmo provedor de nuvem, como chegou a acontecer nos últimos cinco anos”.

Mark Collins, CIO do Reino Unido para a empresa de seguros européia Ageas, concorda com analistas que os casos de uso para computação em nuvem aumentam o tempo todo. “A jornada para a nuvem continua e as opções são bastante significativas”, diz ele.

Fonte: cio.com.br
Foto: Shutterstock